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    <title>Blog Poético</title>
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    <description>A arte é a arte de com a arte viver para a arte!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Tenho cinco livros publicados, entre os quais quatro com a recolha dos cinquenta anos em que escreveu poesia:&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;-     1976  &amp;quot;Estou com o povo&amp;quot; &lt;br/&gt;-     1977  &amp;quot;A pátria e eu&amp;quot;  &lt;br/&gt;-     2003  &amp;quot;Lafões é meu reino&amp;quot; &lt;br/&gt;	-	    2006  “Poeticamente Vivendo&amp;quot; &lt;br/&gt;</description>
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      <title>Blog Poético</title>
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      <title>Refugiados quem os quer?</title>
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      <pubDate>Mon, 13 Jul 2015 14:04:54 +0200</pubDate>
      <description>Refugiados vagueiam quem os quer? São aos milhões por esse mundo fora são indesejáveis a criança e a mulher refugiados indefesos esperam sua hora.&lt;br/&gt;Pedem o pão e a certeza de comê-lo em paz e sem constrangimento esperam uma mão que lhe toque no cabelo chorando no íntimo o seu desalento.&lt;br/&gt;Não pedem aos governantes uma flor pedem a paz, um abrigo, o simples respirar duma esperança que lhes traga o amor a dignidade de viver e poder amar.&lt;br/&gt;Em toda a parte vagueiam refugiados são a mancha de quem não sabe governar vítimas do egoísmo e círculos viciados são aos milhões e não param de aumentar.&lt;br/&gt;Pedem o pão e a certeza de comê-lo respiram ameaças e uma atmosfera vã clamam por amor e a certeza de obtê-lo na expectativa do que trará o amanhã.&lt;br/&gt;José Valgode&lt;br/&gt;</description>
    </item>
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      <title>A poesia não tem pátria</title>
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      <pubDate>Mon, 13 Jul 2015 14:01:14 +0200</pubDate>
      <description>A poesia não tem pátria nem fronteiras há quem diga que nasceu no fim do mundo e que percorre os quatro quadrantes que não è casada mas que tem amantes, que é voz aqui na terra e dum céu sem fundo lá longe longe longe mais longe que a maresia cravo das minhas entranhas sombra da minha magia.&lt;br/&gt;Ela não têm pátria mas têm corpo de desejo não procura embuste nem provoca danos todos que apalpam seus seios lactantes sugam o néctar das letras livres de enganos. A poesia tem corpo mas não têm pátria bilhete de identidade nem passaporte, é personificada, palpável e tem muitas eras, tem olhos de loucura e múltiplas primaveras.&lt;br/&gt;E por tem na boca lindas rosas e por que seu perfume é inconfundivel, abriram-lhe a cabeça e procuram o segredo do perfume estampado no rosto mas não o encontraram.&lt;br/&gt;Agora sabemos quem ela realmente ; imaginativa, versátil, sem pátria e fronteiras e que ninguém pode amarrá-la á sepultura por que sua voz tem asas dedos e boas maneiras por isso seus amantes andam á sua procura.&lt;br/&gt;José VALGODE&lt;br/&gt;</description>
    </item>
    <item>
      <title>A  Pedra </title>
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      <pubDate>Sun, 20 Jan 2013 20:42:49 +0100</pubDate>
      <description>&lt;br/&gt;Alguém destraido tropeçou na pedra&lt;br/&gt;Um bruto usou a pedra como projéctil,&lt;br/&gt;Um empreendedor usou a pedra e construiu.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Um camponês, cansado,&lt;br/&gt;Fez da pedra um assento.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;David com uma pedra matou Golias.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Michelangelo extraiu da pedra&lt;br/&gt;Uma bela escultura.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A pedra pode ser pedra de tropeço&lt;br/&gt;Ou pedra posta no caminho&lt;br/&gt;Que pode servir de alpondra&lt;br/&gt;Ou de tropeço para o viajante.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Os estúpidos tropeçam em cada pedra&lt;br/&gt;O sábio, aproveita a pedra no seu caminho&lt;br/&gt;Para refinamento e crescimento.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Jesus é a principal pedra angular&lt;br/&gt;Que foi rejeitada pelos sacerdotes&lt;br/&gt;No pavimento de pedra&lt;br/&gt;Onde Põncio Pilatos julgou Jesus.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Existem muitas pedras,&lt;br/&gt;A pedra dentro do sapato&lt;br/&gt;A pedra filosofal de gedião&lt;br/&gt;A pedra de cume a pedra de remate&lt;br/&gt;A principal do ângulo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A pedra no peitoral de julgamento&lt;br/&gt;A pedra de jacinto a pedra preciosa.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A pedra de ofensa. A pedra moabita.&lt;br/&gt;A pedra de esmeril. A pedra vivente.&lt;br/&gt;A mesa de pedra. O pedra talhada.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O túnel talhado na rocha&lt;br/&gt;E a muralha de pedra&lt;br/&gt;Como uma donzela leal&lt;br/&gt;E fiel ao seu noivo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;E existem famílias que permanecem&lt;br/&gt;Unidas como colunas de cal e pedra&lt;br/&gt;Que resistem aos tempos e ás ondas de divórcio.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;E tu, que tipo de pedra és?!</description>
    </item>
    <item>
      <title>A Grande Bebedeira do Poema</title>
      <link>http://www.valgode.de/Tribuna_Valgode/Blog_Poetico/Eintrage/2013/1/20_A_Grande_Bebedeira_do_Poema.html</link>
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      <pubDate>Sun, 20 Jan 2013 17:31:51 +0100</pubDate>
      <description>Entre muitas opções: partir e chegar&lt;br/&gt;Eu opto por partir para uma aventura,&lt;br/&gt;Mas também opto por aqui ficar&lt;br/&gt;Dando ternura à poesia até se calar.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O poema apanhou uma bebedeira&lt;br/&gt;De caixão à cova, mesmo à maneira;&lt;br/&gt;E começou a delirar como um vulcão&lt;br/&gt;Dizendo: De amores sabia Camões&lt;br/&gt;Que matava a nefasta sede da paixão&lt;br/&gt;Escrevendo versos ás donzelas da corte&lt;br/&gt;Nas madrugadas em que seu peito&lt;br/&gt;Vilão pateta expelia incenso e mirra.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Apertou dois braços de marfim&lt;br/&gt;Depois sonhou em travesseiros de cetim&lt;br/&gt;Para os lados do passo da rainha.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Entre o partir e o chegar&lt;br/&gt;Prefiro partir para a aventura&lt;br/&gt;E chegar na hora da sesta do guerreiro&lt;br/&gt;Que sem lança luta contra o vento&lt;br/&gt;Da apatia de quem pouco lê&lt;br/&gt;Que é o resultado de ver muita TV.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Entre beber água ou beber vinho&lt;br/&gt;Procuro ser moderado com a água&lt;br/&gt;Não exceder no moscatel, mas sim no carinho.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ente os Prosadores e os Poetas&lt;br/&gt;Prefiro os dois: Alguns poetas são patetas&lt;br/&gt;E muitos prosadores uns impostores.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Entre a lucidez e a bebedeira&lt;br/&gt;Prefiro as duas: Rejeito a que produz cirrose&lt;br/&gt;Mas não poupo uma bebedeira de poesia,&lt;br/&gt;Os poetas sabem tudo sobre o amor e versos&lt;br/&gt;São chatos mas entendidos em canções&lt;br/&gt;E não querem perder de vista a poesia&lt;br/&gt;Que é esquiva fugitiva saliva e matreira&lt;br/&gt;Oásis de promessas e vulcão de paixão.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Entre beber água-pé e escrever poesia&lt;br/&gt;Prefiro cada dia, saborear a bebedeira do poema .</description>
    </item>
    <item>
      <title>Querido  Zé  Povinho</title>
      <link>http://www.valgode.de/Tribuna_Valgode/Blog_Poetico/Eintrage/2011/1/31_Querido_Ze_Povinho.html</link>
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      <pubDate>Mon, 31 Jan 2011 12:27:40 +0100</pubDate>
      <description>Ainda te lembras Zé quando nasceste ?&lt;br/&gt;Foi de noite, de manhã ou á  tarde ?&lt;br/&gt;Eu digo que o teu desenho nasceu&lt;br/&gt;em  1875  pelo  lápis  de  Bordalo  Pinheiro.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Hoje Zé já estás muito  velhinho&lt;br/&gt;bebes  mais  chá  do  que  vinho.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A questão dos impostos continua actual&lt;br/&gt;como foi ontem, será o amanhã em Portugal.&lt;br/&gt;Podes gemer citadino, pobre ou provinciano,&lt;br/&gt;insolente, beato, culto ou analfabeto,&lt;br/&gt;o imposto è para César, e não há engano,&lt;br/&gt;pagamos os impostos que nós merecemos,&lt;br/&gt;não os que queremos, mas os exigidos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Para sobreviver ao jogo das aparências,&lt;br/&gt;o Zé povinho passou a viver no reino&lt;br/&gt;das aparências, as suas características&lt;br/&gt;foram ao longo dos anos agravadas&lt;br/&gt;pelos governos que tu Zé elegeste.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Tu és o Cartão de Identidade Português.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Uma vez o Zé se faz passar por ignorante,&lt;br/&gt;outra vez continua a gritar no Senado,&lt;br/&gt;torna-se tudo para com todos,&lt;br/&gt;passa um mau bocado, mas disfarçado,&lt;br/&gt;quando não tem dinheiro faz um crédito,&lt;br/&gt;joga freneticamente  na  lotaria,&lt;br/&gt;no totoloto, raspadinha e tem a mania&lt;br/&gt;das grandezas e espera ficar rico.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O Zé Povinho acredita em tudo&lt;br/&gt;que os políticos lhe juram e impingem,&lt;br/&gt;o Zé vota sempre nos períodos eleitorais,&lt;br/&gt;é aliciado com muitas obras, subsídios,&lt;br/&gt;emprego para todos e para tolos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ele sente-se obrigado em acreditar&lt;br/&gt;que a passividade crónica irá mudar,&lt;br/&gt;e que os Senadores vão para S. Bento&lt;br/&gt;trabalhar de graça por uma nobre causa.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Entretanto, o Zé Povinho bebe uns copos,&lt;br/&gt;culturalmente ele está telemobilizado,&lt;br/&gt;telesintonizado, é rei dos espectadores&lt;br/&gt;do  telelixo e das telepeixeiras.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;E á tardinha encostado á ombreira da porta,&lt;br/&gt;ele discute com o vizinho os últimos fogos&lt;br/&gt;postos, e contabiliza os hectares queimados,&lt;br/&gt;mas repete que amanhã arderá noutro lado,&lt;br/&gt;o  fogo  de  hoje  já  está   circunscrito.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O Zé Povinho é espectador da sua própria tragédia.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Na próxima vez vou entrevistar o Zé Povinho,&lt;br/&gt;que além de velho, ainda  é  muito  bonito.&lt;br/&gt;Ele há tanto Zé Povinho por esse mundo fora,&lt;br/&gt;agora vou embora, está na hora, está na hora....&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O Zé Povinho paga todas as Crises, as Nacionais e Internacionais.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O Zé Povinho  diz que não é Português,  mas  sim  Europeu.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O Zé Povinho sabe que existem duas coisas na vida que nunca falham:&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; São os Impostos e a Morte!</description>
    </item>
    <item>
      <title>Quando  falares  de  amor</title>
      <link>http://www.valgode.de/Tribuna_Valgode/Blog_Poetico/Eintrage/2011/1/31_Quando_falares_de_amor.html</link>
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      <pubDate>Mon, 31 Jan 2011 12:17:25 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://www.valgode.de/Tribuna_Valgode/Blog_Poetico/Eintrage/2011/1/31_Quando_falares_de_amor_files/285.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.valgode.de/Tribuna_Valgode/Blog_Poetico/Media/object047.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:183px; height:137px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;Quando  você  falar  de  amor  e  carinho&lt;br/&gt;Não finja que não conhece o seu próximo&lt;br/&gt;Abra seu coração e construa  um  ninho&lt;br/&gt;De paz, mesmo entre rumores de guerra.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quando falar de amizade cumpra a “Regra Áurea“&lt;br/&gt;Todas as coisas que quereis que outros te façam &lt;br/&gt;Faz  tu  essas  coisas  primeiro  aos  outros&lt;br/&gt;E terás mais felicidade em dar do que receber.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Abre  as  portas  das  ternas  afeiçoes&lt;br/&gt;Pratica o dar, e receberás uma medida transbordante&lt;br/&gt;De felicidade e amor que abrasa os corações&lt;br/&gt;Estende teus braços a teus inimigos num instante.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quando sentires frio, abraça alguém por perto&lt;br/&gt;Quando falares em ajudar, estende tua  mão&lt;br/&gt;E sustenta teu braço pois vai dar certo&lt;br/&gt;Este teu gesto, e alegrarás assim cada coração!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quando falares em fé e  num  Criador  poderoso&lt;br/&gt;Mostra-lhe  isso  por  obras  a  cada  dia&lt;br/&gt;Prova que falas a verdade, não fiques receoso&lt;br/&gt;Quando falares em amor, expressa-o com alegria!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quando falares de amor não fiques encolerizado&lt;br/&gt;Não te enfunes, não te irrites e não te gabes&lt;br/&gt;O  amor  não  é  cínico, nem  forjado&lt;br/&gt;O amor perdoa todas as coisas já sabes.&lt;br/&gt;</description>
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      <title>Poema  ponto  de  vista!</title>
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      <pubDate>Mon, 31 Jan 2011 12:05:36 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://www.valgode.de/Tribuna_Valgode/Blog_Poetico/Eintrage/2011/1/31_Poema_ponto_de_vista%21_files/DSCF3441A.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.valgode.de/Tribuna_Valgode/Blog_Poetico/Media/object048.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:183px; height:137px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;Antigamente, só os ricos tinham automóvel,&lt;br/&gt;Então  objecto  de  luxo  e  de  estimação.&lt;br/&gt;Hoje, só alguns pobres não tem automóvel,&lt;br/&gt;objecto útil, de desgrácia, e  com  interesse.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Antigamente, os fatos só quando velhos,&lt;br/&gt;levavam  remendos  e  fundilhos.&lt;br/&gt;Hoje, já se compram novos com joelheiras&lt;br/&gt;e rasgados, com  remendos  de  cabedal.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Antigamente, as famílias prolíferas viviam felizes.&lt;br/&gt;Hoje, só as pouco prolíferas ou mesmo estéreis&lt;br/&gt;Parecem  felizes.&lt;br/&gt;Antigamente, as criadas ofereciam-se&lt;br/&gt;e ouviam  as  senhoras.&lt;br/&gt;Hoje,  as senhoras pedem criadas&lt;br/&gt;e aceitam as exigências destas.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Antigamente, liam-se aos serões romances.&lt;br/&gt;Hoje, adormece-se ao som dos anúncios da T. V.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Antigamente, reuniam-se as famílias&lt;br/&gt;para trocarem ideias e comunicarem-se.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Hoje, reúnem-se as famílias,&lt;br/&gt;para  em silêncio ouvirem a  T. V.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Antigamente, lamentávamos os primeiros cristãos&lt;br/&gt;por viverem nas catacumbas de Roma.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Hoje,  andamos  de   metropolitano,&lt;br/&gt;e terroristas suicidas transforma-os em sepulturas&lt;br/&gt;e carruagens  para  a  sucata.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Antigamente, os filhos-famílias andavam asseados.&lt;br/&gt;Hoje, os filhos-famílias andam  mal  vestidos,&lt;br/&gt;porcos, guedelhudos, e  outros  quase  nus.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Antigamente, os  pais  eram  respeitados,&lt;br/&gt;Hoje, os  pais  calam-se  e  ouvem  os  filhos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Antigamente, os pais  eram obedecidos.&lt;br/&gt;Hoje,  a maioria dos pais são mandados.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Antigamente, haviam pais que batiam nos filhos&lt;br/&gt;por estes  jogarem  a  bola.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Hoje, há pais que batem nos filhos&lt;br/&gt;por  estes não  jogarem  a  bola.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Antigamente, era o verbo que seduzia os homens,&lt;br/&gt;Hoje, è  a verba que seduz  os  homens.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Antigamente, os homens empobreciam com a política,&lt;br/&gt;Hoje, os homens enriquecem com  a  política.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Antigamente, toda a gente se compenetrava nos seus deveres.&lt;br/&gt;Hoje, ninguém quer compromissos, fala-se só em direitos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Antigamente, os produtos impunham-se pela sua qualidade,&lt;br/&gt;Hoje, a mídia e a publicidade impõe-nos os produtos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Antigamente, pedia-se por favor isto e aquilo,&lt;br/&gt;Hoje, exige-se este mundo e também o céu.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Antigamente, a pobreza era envergonhada.&lt;br/&gt;Hoje, muita gentinha e a pobreza è desavergonhada.  &lt;br/&gt;</description>
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